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Дисциплины:






Os sonhos da Rainha



É o narrador que nos fala deles logo no início da obra. Os sonhos da Rainha com o seu cunhado, o Infante D. Francisco, deixam-na atormentada pela consciência que tem de estar em pecado por não ousar revelar em confissão aquilo que acha vergonhoso, um crime contra a castidade. É por isso que cumpre penitência na oração e peregrinando pelas igrejas. A Rainha continuará a sonhar e a esconder, do seu confessor, os sonhos até ao momento em que o próprio D. Francisco os vai destruir revelando as suas verdadeiras intenções.

 

Todo o capítulo é dominado pela ironia, sendo o Rei e a Rainha descritos caricaturalmente, numa linguagem jocosa que tenta destituí-los do seu estatuto real e aproximá-los das pessoas vulgares e mortais.

 

O Amor Verdadeiro: Relação Baltasar/ Blimunda

A história do casal está presente em todos os capítulos, com exceção dos três primeiros.

Baltasar Sete-Sóis é-nos apresentado no 4º capítulo: foi soldado da Guerra de Sucessão Espanhola e volta maneta para Portugal. Representa a crítica do narrador à desumanidade da guerra. Em Lisboa procura trabalho. Assiste a um auto-de-fé levado a efeito pela Inquisição, onde desfila. A caminho do degredo, Sebastiana Maria de Jesus, mãe de Blimnuda. Esta, no meio da assistência, conhece Baltasar, com quem parte para uma comunhão de corpos e vidas.

Assim se conheceram e iniciaram a sua vida. Blimunda amou apaixonadamente Blatasar desde o primeiro momento. Permanecem calados por muito tempo, sendo o silêncio o canal que permite entre eles, uma comunicação em profundidade através de gestos simples como deixar a porta aberta, acender o lume e esperar pela colher usada por Baltasar.

É um casal transgressor dos códigos estabelecidos: não procriam, entregam-se às carícias e aos jogos eróticos, sem olharem a limites, lugares ou datas. A integração mútua é tão perfeita que se integram também no meio-ambiente e no espaço em que estão, dando-se uma ao outro, sem preocupações, nem problemas ou complexos.

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  • vivem um amor sem regras e sem limites, instintivo e natural
  • o silêncio é rico de significação e as palavras desnecessárias
  • entre os dois há apenas amor, paixão, gozo, cumplicidade e entendimento perfeito

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A união de Baltasar e Blimunda não se ressente da ausência de um herdeiro, eles descobriram a plenitude no seu amor. O tempo passa, mas eles continuam eternamente enamorados e até escandalizam a Vila de Mafra.

 

Baltasar Sete-Sóis Blimunda Sete-Luas

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“porque vê às claras” “porque vê às escuras”

O simbolismo das alcunhas está no número 7, que representa:

  • a totalidade do universo em movimento;
  • liga-se ao ciclo lunar e ao ciclo vital;
  • associado a Sóis e Luas confere um caráter universal e mágico a estas personagens;
  • simboliza a perfeição na medida em que cada uma põe ao serviço da outra o melhor de si própria;

 

 





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